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Designações: Nome de origem: "Liceu Nacional de Évora" Em 1919: "Liceu Nacional de André de Gouveia" Em 1947: "Liceu Nacional de Évora" |
Género:
No início: Liceu Masculino Em 1872: Primeira aluna matriculada Em 1874: Segunda aluna matriculada Em 1888: Duas alunas matriculadas como internas Em 1907: Liceu misto |
Criação:
A cidade de Évora foi contemplada com um liceu, devido a ser capital de distrito. Este é um dos liceus que hoje em dia foi convertido em escola secundária.
O inicio deste liceu foi previsto para 1836, mas só em 1841 é que este iniciou o seu funcionamento. Este apenas dispunha de três das dez disciplinas proferidas na reforma de Passos Manuel. Estas disciplinas eram Gramática e Língua Latina; Ideologia, Gramática Geral e Lógica e Oratória, Poética e Literatura Clássica. Ainda nesta década iniciaram-se as disciplinas de História, Cronologia, Geografia, Francês, Inglês, Economia Industrial, Escrituração, Aritmética, Geometria e primeiras Noções de Álgebra.
Este liceu funcionou sempre no mesmo espaço, mas as primeiras salas estavam nos claustros do Colégio do Espírito Santo e durante muitos anos, o liceu partilhou instalações com outras instituições, nomeadamente o Governo Civil, a Direcção de Finanças, os serviços de Obras Públicas, e as instituições educativas da Casa Pia e da Escola Industrial Comercial.
Claustro do edifício do liceu (actual Universidade de Évora), anos 40
Instalações:
Localização:
Instalações provisórias para o liceu
De 1841 até 1978: Colégio Espírito Santo
Durante o período de 1941 até 1951, houve um aumento do número de alunos. No entanto, este aumento nem sempre foi bem aceite, uma vez que, trouxe sobrelotação, impossibilidade de desdobramento de horários e indisciplina. Em 1951, a Escola Industrial e Comercial muda-se para o Convento de Santa Clara. Isto trouxe mais espaço para o liceu, embora cntinue insuficiente.
No período de 1951 até 1961, mostrasse a necessidade de fazer uma biblioteca, um gabinete de Física, uma sala para os contínuos, um vestiário e uma sala de projecções. Outra das preocupações era o mobiliário demasiado escasso e desactualizado. Houve emtão um investimento em material didáctico e um projector de cinema. No entanto, no ano seguinte houve novas queixas sobre o material usado.
Gabinete de Química, anos 40
A saída da Casa Pia trouxe ao liceu mais espaço, o que fez com que fosse feito nesses novos espaços uma sala de Desenho, um Gabinete de Química e um Gabinete de Ciências.
Traços Liceais:
O liceu ficou marcado por alguns acontecimentos importantes que fizeram o próprio clima do liceu. Regras, festas, associações estudantis, entre outras.
O primeiro traço de uma associação estudantil foi a Associação Académica Filantrópica Eborense, que foi fundada em 1890. Os seus espectáculos revertiam principalmente em favor de estudantes pobres, apoiando-os. Esta acaba por se extinguir, em 1910, porque os alunos que dela faziam parte foram acabando os seus estudos e saindo do liceu, e não houve ninguém a suceder-lhes na Associação Académica Filantrópica Eborense.
Depois desta associação, surgiu uma nova que se denominava de Associação da Tuna Académica. Estes faziam espectáculos musicais e com o dinheiro ganho suportavam as despesas das visitas de estudo que faziam.
Em 1912/13, surgiu a Associação Orfeónica. Esta tinha mais ou menos as mesmas funções que a Tuna Académica, mas esta era mais organizada.
Apesar de tudo, a Tuna Académica tornou-se a mais importante associação estudantil, tornando-se uma presença constante nos acontecimentos da cidade. Esta foi também caracterizada pelo clima de sociabilidade estudantil existente nas tunas.
Secretaria do liceu (anos 40)
Em 1920, foi fundada a Associação Académica. Esta tinha seis secções:
Havia também uma organização ligada ao Desporto, nomeadamente ao nível do futebol, desporto que teve muita importância naquele tempo. Este foi introduzido em 1908 e fundou o Vitória Académico, clube de futebol constituído por estudantes.
Outra das organizações a referenciar, foi a publicação de um jornal, o "Scholastico Eborense". Este ocupava-se principalmente de fazer divulgação cultural, nomeadamente de biografias, folhetins, polémicas literárias e algumas críticas dirigidas ao público estudantil. No entanto, foi o jornal académico de maior prestígio na época foi "O Corvo". Este foi fundado em 1921, e a sua primeira publicação teve lugar no dia 1 de Dezembro.
As comemorações do 1º de Dezembro eram os momentos mais importantes do ano lectivo. Estas eram normalmente organizadas por alunos finalistas.
A implantação da Mocidade Portuguesa veio alterar as tradições do liceu, mas este resistiu durante algum tempo tentando manter algumas das tradições. Em algumas delas acabou mesmo por prevalecer a vertente tradicional.
Um outro marco importante na história do liceu foi a comemoração do seu centenário em 1941.
É ainda de referir que no ano lectivo de 1945/46, organizaram-se turmas separadas, ou seja, turmas exclusivamente masculinas e turmas exclusivamente femininas. No entanto, esta situação não agrador aos professores e este foi o único ano em que aconteceu tal situação.
Conclusão:
O liceu conseguiu manter um espírito académico, apesar de terem havido alguns contratempos. Destas tradições são de destacar a Tuna Académica e o uso de capa e batina.
Uma outra característica centra-se na figura de António Bartolomeu Gromicho, reitor do liceu e elemento marcante e decisivo na evolução do liceu.
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Olga Pombo: opombo@fc.ul.pt
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